Nim Vind



Filhos de um trompetista da orquestra sinfônica de Vancouver, Canadá, os irmãos Chris, Rob e Anthony Kirkham, influenciados pelo pai, desde muito cedo tiveram contato com a musica e seu aprendizado.
.Anos mais tarde, os irmãos juntaram seus conhecimentos e instrumentos para formarem uma banda que reunisse todos os seus gostos musicais. Reuniram a arte obscura da banda Bauhaus com o toque violento do The Misfits e a transgressão de David Bowie, assim então, começava a ter vida o Mr. Underhill.
.Com Chris nos vocais e na Guitarra, Rob no baixo e Anthony na bateria, a banda chamava muita atenção por onde passava, além do talento inegável, pelo visual (os caras mandavam muito bem) com longos cabelos negros, enormes casacos (negros, por favor), maquiagem borrada e muita atitude.
.De estréia os caras lançaram o EP “Vamp” que trazia uma enorme influencia no tom mórbido do Bauhaus,
Rob, Chris e Anthony Kirkham
suficiente pra chamar a atenção dos chegados no estilo e encorajar a banda a lançar um segundo EP, desta vez voltado à rebeldia Transgressora de Bowie e violenta do The Misfits, o intitulado “Phantasm Drive-in” que conquistou ainda mais admiradores, trazendo à banda boa notoriedade.
.Depois de dois EPs bem recebidos e aceitos, a banda anuncia a compilação de um álbum a ser lançado, entretanto, frustrando alguns fãs, a banda anuncia o cancelamento do álbum e o término da banda, deixando muitos sem entenderem o porquê do termino de uma banda tão promissora.

.(O termino da banda foi apenas o abrir de portas para um novo caminho. Foi o primeiro contato dos irmão com o talento, criatividade e publico. Foi a melhor experiência que um artista iniciante pode ter, que os fizeram enxergar um horizonte de possibilidades a ser desbravado, laçando o publico em encanto deixando-os com gostinho de quero mais.)
 
Chris Kirkham (Nim Vind)
.Pessoas têm diferentes idéias de vida e às vezes se opõem, razão pela qual amizades, relacionamentos, namoros, negócios, casamentos, famílias, bandas e inúmeras outras coisas chegam ao fim, mas essa com certeza não foi a causa obituária de Mr. Underhill. O fim da banda decorreu da união dos irmãos Kirkham, de sua vontade de explorarem o potencial que guardavam, da vontade de explorar novos meios. .Chris Kirkham, foi o primeiro dos irmãos a desejar se aventurar por novos caminhos. Antes do termino de Mr. Underhill, Chris arquiteta uma nova banda para aplicar sua capacidade, suas idéias e seus valores. Algo poderoso, que precisaria de pessoas fortes para ajudar-lo a guiar, membros valorosos e de confiança. Procurar por membros assim levaria anos e talvez, ainda assim, não seria possível, mas por que procurar se a resposta está no quarto ao lado ? .Convencendo seus irmãos, Chris (que passaria a ser mais conhecido como Nim Vind) enterra Mr. Underhill e traz à vida a banda que levaria seu nome, sua personalidade. Nasce: Nim Vind. .No ano de estréia, a banda lança o álbum “The Fashion Of Fear”, um grande material de estréia ─ um convite para novos fãs, um alento para velhos fãs ─ mas principalmente, um baita cartão de visita pra mostrar todo o potencial da banda e o porquê de sua chegada. Não obstante, o primogênito álbum foi o carimbo no passaporte dos http://pub.tunecore.com/artwork/medium/49/00/7/49007.jpg?1345131358irmãos Kirkham para conquistarem o publico Europeu. Com grande aceitação do álbum, a gravadora Fiend Force Records torna possível o objetivo dos irmãos de levar sua mensagem ao velho continente e tocar em festivais ao lado de ídolos como: Tiger Army, Balzac, The Misfits, Filter, Peter Murphy, Michale Graves, Demented Are Go, New Model Army, Todd Kerns do Slash e outros. .Entre o meio e o fim da tour de divulgação de “The Fashion Of Fear”, Rob Anuncia seus planos de também formar uma banda. .A idéia de Rob foi amadurecida com o tempo. Alguns anos antes, Rob conheceu Cassandra Ford, uma promissora cantora e tornaram-se parceiros musicais com colaborações em diversos trabalhos. Devido ao bom relacionamento e aos bons resultados da parceria, os dois enxergam a oportunidade de trabalharem juntos em definitivo, Rob e Cassandra decidem formar uma banda. .Entre irmãos é muito comum haver uma admiração dos mais novos para com os mais velhos, fazendo-os seguir os passos dos mais velhos em decisões e gostos. Com os irmãos Kirkham não foi diferente e (assim como Chris) Rob agrega seus irmãos a sua futura banda. .Cassandra Ford e os irmãos Kirkham moldaram uma banda pra ser aceita no meio alternativo, com nome inspirado pela motocicleta de mesmo nome, fundaram o The Vincent Black Shadow.
http://www.marsbands.com/wp-content/uploads/2011/08/VINCENTBLACKSHADOW1.jpg
Cassandra Ford e os Irmãos Kirkham
.Como é comum às bandas dos irmãos Kirkham, Fears in the Water, primeiro álbum de The Vincent Black Shadow, veio com uma sonoridade forte (e um ótimo vocal feminino. Ponto pra Rob!) e não demorou pra se destacar entre os lançamentos e fazer sucesso. Por algum tempo, foi figurinha carimbada nas estações de rádio Americanas com o single “Metro” (confira o clipe de "Metro"), ganhando ainda mais notoriedade. .Com a ótima repercussão do álbum de estréia, a banda foi convidada para o "The Vans Warped Tour" (vincent black shadow @ the vans warped tour) do ano seguinte, onde tocaram com Joan Jett e Wednesday 13, só pra citar alguns! .Depois de um ótimo álbum de estréia e uma Tour com grandes bandas, o que mais poderiam querer, se não, mais? E dessa euforia, lançaram o segundo álbum, “El Monstruo” e a criatividade era tanta que, em seguida, lançaram um EP com B-sides (sobras) de “El Monstruo”, intitulado de "Head In a Box" (este lançado somente em versão digital). Outro grande disco, seguindo os passos de “Fears in the Water”. .Após a promo tour do segundo álbum, Cassandra Ford tira um tempo pra estudos e projetos pessoais, mas no fim desse prazo se decide por não seguir com a banda e inicia carreira como artista plástica. Sendo substituída por Nikki Hurst, tecladista de apoio da banda. http://www.punx.nl/images/cds/4481.jpg.Após uma temporada com o The Vincent Black Shadow, Nim Vind volta aos estúdios para gravar seu próximo álbum. Intitulado de “The Stillness Illness”, o segundo álbum traz um Nim Vind mais conceitual, mais aprimorado, com maior coerência ao seu publico. Com uma ótima musicalidade, mostrando a força da banda e dos irmãos Kirkham.
 

  .Após apreciar o trabalho de Nim Vind, muitas coisas se tornam evidentes, como a qualidade, potencial, influencias, mas principalmente sua autenticidade e, talvez, seja isso que torna Nim Vind um artista tão notório e completo.  

Origens e Influências.

O trabalho de Nim Vind se origina nos aprendizados em que teve com o pai e nas bandas em que se identificava e hoje se inspira, porque tão importante quanto qualquer conhecimento, influências nos ajudam a melhor julgar os caminhos a seguir. E as influencias dos Kirkham Bros. Ajudam-nos a entender melhor a sua musica e sua identidade. Do Punk a Música Clássica, Nim Vind é influenciado por:  .The Misfits; Bauhaus; David Bowie; The Doors; Bruce Springsteen; Deadmau5; Elvis Presley; The Beach Boys; Nirvana; Megadeth; Metallica; Ennio Morricone, entre outras.  .Além de suas influencias musicais que ajudam a compor seu trabalho, Nim Vind, assim como qualquer outro musico, tem suas filosofias e jeitos de compor seu trabalho. A filosofia de Nim Vind se resume ao “do it yourself”.     
Nim Vind: Do it yourself .

Em entrevistas, Chris se mostra contra o poder do sistema e a força do dinheiro por acreditar serem essas as maiores causas de opressão que coisifica as pessoas transformando-as em marionetes consumistas, sem sentimentos e pensamentos. .Lutando contra a tendência mercantilista, Nim Vind criou seu próprio selo musical, o NV Music, onde ele grava suas canções e prepara os discos, do ajustar das mesas de som à embalagem final, vendendo-os a preços justos que cubram apenas o gasto de material, com total promoção e suporte por parte do publicoque o acompanha. .A fim de libertar as pessoas da opressão, Nim Vind acredita que a libertação pode acontecer através da arte, que desde o inicio aproxima o homem do mundo e por isso é contra à arte comercial com apelo lucrativo que suprime e manipula a mensagem a ser passada. No trabalho de Nim Vind não é difícil encontrar criticas às mazelas de nossa sociedade e apelo à autonomia individual. .Chris também é oposto às tendências sociais que ajudam a nos oprimir e nos subtrair a grupos, indiferente a tudo que somos. Nim Vind é simplesmente um artista alheio às tendências, mercantilismo, modas e opressão; um forasteiro num faroeste de robôs, ou como ele mesmo denomina, um Outsider [em livre tradução: excluído].

 Nim Vind e os Outsiders

.”Music for Outsiders (Musicas para excluídos)” é o termo como Nim Vind define sua obra e o publico que o segue. Segundo ele, o conceito “Music For Outsiders” se explica na idéia de Outsiders serem pessoas, que devido sua compreensão, buscam uma saída à estagnação social causadas pela opressão, modismo, coisificação das pessoas e seus sentimentos, fluxo monetário e manipulação através da arte por ser considerada a maneira do homem se encontrar consigo mesmo e passar a existir. Arte longe de fins lucrativos às grandes corporações (musicais, literárias, cinematográficas), longe de modas e tendências, cultural, distante da popular e manipulada. Excluindo-se de um mundo que não existe e entrando num mundo racional. .Outsiders são cidadãos conscientes de seus papeis na sociedade buscando, cada vez mais um afastamento das convenções sociais, são ativistas em prol do coletivo e da autonomia individual. Sem meias palavras, todos nós que cultuamos Nim Vind e artistas com mesma filosofia, somos Outsiders.  
(Nim Vind é um artista completo: talentoso, empreendedor, visionário e íntegro, qualidades que estão em falta em muitas pessoas. Temos a sorte de poder apreciar seu trabalho e enxergarmos o mundo por sua visão. Sei que há muitos outros artistas assim, principalmente nas cenas undergrounds espalhadas pelo mundo, são nesses caras que encontramos autenticidade, a confiança de que ainda há artistas de verdade e de que o dinheiro não compra tudo.)

[1] Após o fim de Mr. Underhill, Nim Vind lançou o álbum “The Fashion of Fear”, que ganhou por parte dos fãs de Mr. Underhill o boato de que Chris não tinha lançado o álbum por Mr. Underhill para lançar, então, por sua nova banda. O boato ganhou tanta força que Chris divulgou uma nota desmentindo a historia. [2] Rob Kirkham é um colaborador de Chris em Nim Vind, auxiliando em arranjos, gravações, composições, se apresentando com a banda apenas quando um musico adicional se faz necessário (baixista em estúdio). Em apresentações ao vivo, o musico Howie Wowi é o dono do contrabaixo.
[3] Após a Saída de Cassie Ford, com Nikki Hurst nos vocais, The Vincent Black Shadow lançou apenas o EP “The Finest Crime” em versão digital. Há expectativas de um novo trabalho.
[4] Dos irmãos Kirkham, apenas Rob continua em The Vincent Black shadow
[5] Nim Vind está prometendo um novo álbum para 2013 (com um teaser no youtube) vale à pena aguardar

[1] [2] [3] [4] [5] 



Pra você que acompanhou o texto e se informou e pra você que abusou da barra de rolagem, o melhor momento do post: O Download. A discografia completa do Nim Vind até aqui.

[2005] The Fashion of Fear

http://pub.tunecore.com/artwork/medium/49/00/7/49007.jpg?1345131358 

01 - The Fashion of fear 
02 - Saturday Night Creepers 
03 - Killer creature double feature 
04 - Outsiders 
05 - Blue movies
06 - In the Night 
07 - The Midnight Croon 
08 - Like a guilloteen 
09 - Into the sphere we go
10 - The bitter end 
11 - Astronomicon 
12 - Interviews with the icon

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[2009] The Stillness Illness

http://www.punx.nl/images/cds/4481.jpg 

01  - Killing Saturday Night
02 - Character Assasination
03 - Hadron Collider
04 - 21st Century Teenage
05 - Jackknife
06 - Suicide Pact
07 - The Radioactive Man
08 - Revenge
09 - Blood clots...Rise of the police state
10 - The Clawed Bat
11 - Shango Nitra
12 - The message
13 - The Small Blue (European Bonus Track)

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[2010] The Astronomicon EP


01 - Astronomicon

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 [2011] The Reeling Surreal EP


01 - The Reeling Surreal

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